A primeira impressao nao e a que fica: o valor das atitudes na busca por um espaco no mercado de trabalho

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Os desafios dos profissionais em início de carreira na luta por um lugar ao sol

Por Simão Mairins, www.administradores.com.br

Desde a faculdade, uma das grandes preocupações de quem luta por um espaço no mercado de trabalho é construir um currículo atraente, que reúna atributos e experiências que sejam diferenciais na hora da disputa por uma vaga. No entanto, para as empresas e seus recrutadores, as informações no papel pouco importam, se não forem comprovadas por práticas realmente diferenciadas.

Uma boa lista de estágios no período da faculdade, experiências como trainee em grandes empresas, diversos cursos de aperfeiçoamento, domínio de duas línguas estrangeiras. Com um currículo desses, sem dúvidas, a entrada de qualquer profissional no mercado de trabalho vai, no mínimo, ter garantida uma ótima primeira impressão. Mas, no mundo corporativo, a primeira impressão não é a que fica. "É muito importante estar bem informado, atualizado, mas acima de tudo é importante desempenhar e fazer além do que é esperado do cargo", afirma Marisa da Silva, da Career Center, consultoria especializada em gestão de recursos humanos.

A formação, o aperfeiçoamento e as conquistas do tempo da faculdade são, é claro, importantes, como explica Marisa. "O mercado de trabalho valoriza, para quem está no início da carreira, todas as experiências, pois estas também permitem desenvolver competências, habilidades e maturidade em especial", afirma a consultora. No entanto, ela lembra: "muitas vezes, aspectos ligados a atitude (personalidade) são mais valorizados que os conhecimentos, pois as empresas vivem em transformações e as coisas nem sempre acontecem na velocidade que desejamos".

Marisa destaca que é importante, para o profissional, a formação continuada, para que ele se mantenha atualizado na profissão que exerce. Mas, segundo ela, o aperfeiçoamento não pode prejudicar o trabalho dentro da empresa, e vice-versa. "Existem profissionais que dão mais atenção ao estudo e menos às entregas/realizações na empresa. Ao ser comparado com outros profissionais que estão no mesmo estágio da carreira e com histórico maior de realizações (fazer além do esperado), poderá ser preterido. O contrário também é verdadeiro. Pessoas que só entregam e não se atualizam podem também ser preteridas por outras que têm um curso mais sofisticado. Tudo é questão de equilíbrio", afirma a consultora.

O valor dos pequenos gestos

É provável que, em algum momento, você já tenha se perguntado: "vale mais a pena ter no currículo passagens em várias empresas diferentes ou ter uma experiência mais longa em um único lugar"? A resposta? Depende. "Se a passagem for curta e ele (o profissional) não deixar alguma marca, ou seja, algo diferente (por exemplo, melhoria de um processo, organização de alguma coisa, criação de uma planilha de controle que não existia, melhor atendimento a um cliente importante, etc.), pode não ser tão diferenciado para o mercado", afirma Marisa, que, no entanto, faz questão de ressaltar que pode ser bom para o profissional conhecer a realidade do mercado.

Para quem fica muito tempo em um mesmo emprego, a ausência de iniciativas diferenciadas também pode, igualmente, tornar a experiência pouco relevante para o currículo. Em suma, "é importante na experiência sempre procurar contribuir de forma diferente, respeitando o gestor imediato, entendendo qual é o papel e o que é esperado", afirma Marisa, que deixa a dica: "procure fazer a diferença contribuindo para a melhoria da sua área de atuação. Pequenos gestos podem repercutir de forma muito positiva".

Clique aqui para ler a íntegra da entrevista que o Portal Administradores realizou com a consultora Marisa Silva, e veja mais dicas.

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