1º Debate On-Line é cancelado

Decisão ocorre após Serra declinar da participação previamente confirmada

81AB57B0957251CE7AA5B9DB90879Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! decidiram na noite desta quinta-feira cancelar a realização do 1º debate On-Line Presidenciáveis 2010, que seria realizado na próxima segunda-feira, dia 26 de Julho, às 15 horas.

A candidata Dilma recusou oficialmente o convite na terça-feira e hoje, no início da noite, depois de ter confirmado presença formalmente, a coordenação de comunicação da campanha do candidato Serra informou à organização do evento de que ele não participaria mais por problema de agenda. A candidata Marina Silva havia confirmado sua presença.

A iniciativa do 1º Debate On-Line Presidenciáveis 2010 foi idealizada pelos quatro portais iG, MSN, Terra e Yahoo!.

Brasil terá o 1º debate das eleições 2010 pela internet nos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! no dia 26 de julho

Brasil terá o 1º debate das eleições 2010 pela internet nos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! no dia 26 de julho(Agência Brasil)

    Agência Brasil

 Os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! abrem as rodadas de debates das Eleições 2010 com os candidatos à Presidência da República, na internet, em uma iniciativa inédita, no dia 26 de julho.
Ao vivo e 100% digital, o Debate On-Line 2010 será transmitido simultaneamente nos quatro portais, que representam 23 milhões de usuários únicos, atingindo 95% dos internautas de todo o país, segundo relatório do Ibope NetRatings, de junho de 2010.
Diferentemente dos debates tradicionais, o Debate On-Line 2010 promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo! terá o usuário da internet como foco central na interação com os candidatos, com canal aberto no Twitter nodebateonlinebr para envio de perguntas no dia do evento.
Os candidatos estarão frente a frente com o eleitor, pela internet, durante 90 minutos, das 15h00 às 16h30, período de maior audiência nos quatro portais.
Serão convidados os candidatos que apresentaram mais de cinco por cento da intenção de votos, segundo a pesquisa Ibope, no mês de junho.
A data, inicialmente prevista para 31 de agosto, foi antecipada após alinhamentos entre os portais e os coordenadores das campanhas dos presidenciáveis. A medida foi tomada em respeito às agendas dos candidatos que terão trabalhos acelerados com o corpo a corpo com os eleitores, em todo o país.
O debate será aberto pelos próprios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas irão sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro. Em seguida haverá perguntas dos jornalistas dos portais e dois blocos de perguntas dos usuários.
Dividido em quatro blocos a interação com os candidatos convidados será integralmente pautada pelos internautas, o que fortalecerá o processo democrático num debate com a própria sociedade.

Datafolha volta a mostrar empate: Serra com 39% e Dilma com 38%

SÃO PAULO (Reuters) – Depois de duas pesquisas mostrando uma liderança de 5 pontos percentuais de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) na corrida presidencial, sondagem do Datafolha publicada nesta sexta-feira trouxe os dois candidatos de volta à condição de empate técnico.

O tucano teve 39 por cento das intenções de voto contra 38 por cento da petista. Na pesquisa Datafolha anterior, em maio, os dois tinham 37 por cento das intenções de voto. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, não é possível dizer com certeza se Serra está à frente.

Mesmo assim, os números são uma boa notícia para o tucano. As sondagens anteriores mais recentes –CNI/Ibope e Vox Populi– mostravam Dilma com 40 por cento contra 35 por cento de Serra.

E essa retomada vem logo após a atabalhoada escolha do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. Indicado na semana passada, o nome do senador tucano Alvaro Dias (PR) foi rifado depois de uma crise com o aliado DEM, que teve o deputado Índio da Costa (RJ) finalmente alçado ao posto.

Reportagem da Reuters publicada na quinta-feira mostrou que a campanha tucana apostava numa recuperação por conta da exposição do ex-governador paulista na TV. Isso não tinha sido totalmente captado nas últimas sondagens já que elas praticamente não pegaram o efeito das inúmeras inserções diárias de 30 segundos no rádio e na TV, que terminaram dia 29.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que publicou o Datafolha, o resultado dessa exposição maior pode ser visto também nas repostas espontâneas, onde Serra subiu de 14 para 19 por cento. Dilma, no entanto, segue na frente aqui, tendo passado de 19 para 22 por cento. No outro lado da moeda, a sondagem mostrou que o tucano tem 24 por cento de rejeição, contra 20 por cento da petista.

Segundo o Datafolha, Marina Silva segue num distante terceiro lugar com 10 por cento das intenções de voto, 2 pontos a menos do que o registrado em maio.

Cinco por cento dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 9 por cento disseram não saber.

Num eventual segundo turno, de acordo com o Datafolha, Serra teria 47 por cento, contra 45 por cento de Dilma.

Quando considerados também os candidatos dos chamados partidos "nanicos", Serra aparece com 39 por cento das intenções de voto (ante 36 por cento em maio), Dilma tem 37 por cento (ante também 36 por cento) e Marina, 9 por cento (ante 10 por cento). Ainda assim, com a margem de erro de 2 pontos percentuais, o placar representa um empate técnico.

RECORDE NO GOVERNO LULA

O Datafolha mostrou também novo recorde na aprovação do governo Lula. Agora são 78 por cento os que consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ótimo ou bom, contra 76 por cento um mês antes. Apenas 4 por cento fazem uma avaliação ruim ou péssima.

Certamente isso tem ajudado a alavancar o nome de Dilma, que disputa sua primeira eleição.

A pesquisa mostrou que 75 por cento identificam Dilma como a candidata apoiada por Lula. E 41 por cento dos entrevistados disseram que escolheriam com certeza num candidato apoiado pelo presidente, contra 28 por cento que não votariam. Outros 24 por cento afirmaram que o apoio de Lula talvez fizesse eles votarem

O Datafolha ouviu 2.658 eleitores entre quarta e quinta-feira desta semana em 163 municípios do país.

(Por Alexandre Caverni; edição de Eduardo Simões)

Fonte: http://noticias.br.msn.com

Da ditadura à democracia, saiba como os politicos tentam faturar com a copa

Médici tentou escalar time, Maluf comprou fuscas e FHC recebeu seleção vitoriosa

No país do futebol, nada mais natural do que políticos tirando uma casquinha do esporte para tentar se dar bem. Corintiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costuma fazer discursos usando explicações futebolísticas e não esconde a decepção quando algo está errado com o time.
No país do futebol, nada mais natural do que políticos tirando uma casquinha do esporte para tentar se dar bem. Corintiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva costuma fazer discursos usando explicações futebolísticas e não esconde a decepção quando algo está errado com o time.
Antes de Lula, outros presidentes já se envolveram diretamente com o futebol. O general Emílio Garrastazu Médici era um dos que mais gostavam do esporte e chegou até a interferir diretamente na seleção brasileira que jogou a Copa de 1970.

Em 1970, antes do tricampeonato, Médici pediu publicamente para que o técnico e jornalista João Saldanha convocasse o artilheiro mineiro Dario. Saldanha não seguiu a orientação do ditador e ainda alfinetou:

– O presidente escala o ministério dele e eu escalo o meu time!

Após os conflitos públicos, Saldanha foi demitido. Além de “desobedecer” Médici, Saldanha também não recebia apoio do governo por ter feito parte do Partido Comunista. No comando da seleção, Zagallo convocou Dario, conquistou o tricampeonato e impulsionou a comemoração dos generais.

O hino do tri “Todos juntos, vamos pra frente Brasil. Salve a seleção!” acabou virando o tema da Arena [partido que dava sustentação política à ditadura]. Os candidatos do partido deviam usar a música e imagens da vitória brasileira nas propagandas políticas. Na década de 1970, os políticos atingiram o ápice do uso do futebol como propaganda política.

Também foi no tri que o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP) presenteou os jogadores da seleção com o carro da moda. Maluf comprou 25 fuscas, a “coqueluche” da indústria automobilística da época, para os 25 jogadores da seleção.

Por causa da “comemoração”, Maluf respondeu a um processo na Justiça que pedia a devolução do dinheiro usado para comprar os carros. Em 2006, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou a ação contra o ex-prefeito alegando que a Câmara dos Vereadores havia permitido a compra.

Festa ao lado do poder

Nas duas primeiras Copas conquistadas pela seleção brasileira, em 1958 e 1962, os jogadores comemoraram o título ao lado do presidente. Em 1958 o time de Pelé, Garrincha e Zagalo venceu a competição pela primeira vez e comemorou ao lado de Juscelino Kubitschek.

JK, que prometia o crescimento de “50 anos em 5”, recebeu o time no Palácio do Catete, no Rio, e comemorou o título conquistado na Suécia após os fracassos de 1950 e 1954.

Quatro anos mais tarde, em 1962, Pelé sofreu uma contusão logo no começo da Copa do Chile, e ficou de fora das outras partidas. Mas Garrincha e a base da seleção campeã de 58 trouxeram o bicampeonato para o Brasil. O time repetiu a cena e comemorou o título ao lado do presidente João Goulart, já em Brasília, numa cena que virou tradição.

Democracia

Em 1994, quando o Brasil ganhou o tetracampeonato na Copa dos Estados Unidos, os jogadores se envolveram em uma encrenca. Na volta para o Brasil, a comissão técnica entrou no país sem declarar produtos que foram comprados durante a viagem. O escândalo ficou conhecido como “voo da muamba” e dirigentes da CBF tiveram que pagar multa sobre o dinheiro do imposto.

Depois do fracasso de 1998, quando o time “apagou” na final contra a França, a seleção de 2002 chegou ao pentacampeonato na Copa Japão-Coreia. O então presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu publicamente a convocação de Romário para a seleção, mas não foi ouvido pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Apesar da rusga, após a vitória, a seleção foi ao Planalto e a imagem de Vampeta descendo a rampa do Planalto a cambalhotas se tornou clássica.

Lula até tentou convencer Dunga a convocar os santistas Ganso e Neymar, mas não teve sucesso. Em 2006, o presidente já havia palpitado, ao questionar se o fenômeno Ronaldo não estava muito gordo para a competição. Apesar das famosas comparações entre política e futebol e do fanatismo pelo esporte, o corintiano Lula ainda não conseguiu comemorar uma Copa como presidente e emplacar suas sugestões para a convocação da seleção.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias

Deputado assina, sem ler, pedido de “Bolsa Cachaça”;depois, agride equipe de TV – Veja o Video

O “CQC”, da Rede Bandeirantes, informou que o deputado federal Nelson Trad agrediu uma equipe do programa, dentro do Congresso Nacional. A equipe não registrou ocorrência, mas as imagens foram ao ar ontem à noite. Um cinegrafista da emissora ficou com a roupa rasgada e teve parte do equipamento danificado. O fato ocorreu na quarta-feira da semana passada, após o deputado ser parado pela equipe, que fazia reportagem sobre abaixo-assinados no Congresso. O “CQC” colocou uma moça para recolher assinaturas de congressistas, que assinavam o protesto sem se certificar do que estavam assinando. Nelson Trad assinou um abaixo assinado que pedia a inclusão de um litro de cachaça no Bolsa Família. Ao ser informado sobre o que assinou, o deputado se exaltou e xingou a equipe do “CQC”.